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Analisando Indicadores de Desempenho

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Claramente os indicadores de desempenho devem ter um único objetivo diante da organização, ou seja, devemos identificar qual a função e necessidade deste indicador? Exatamente neste ponto que estarei relacionado o processo de avaliação.
Mas quando falamos em nível de eficiência devemos sempre pensar na responsabilidade das pessoas com relação as metas e resultados da organização, então devemos inicialmente relacionar o desenvolvimento de indicadores de desempenho com necessidades.
A participação de todos é fundamental para o melhor desempenho, mas lembre-se que indicadores devem ser constantemente analisados de maneira crítica e não somente após a ocorrência do mesmo, então devemos pensar nos indicadores como ferramentas de ação preventiva.
Tempo de ação sobre efeitos
Tempo de ação sobre efeitos
Como você pode perceber no indicador acima, adicionei uma linha referente a meta deste indicador que é relacionado ao nível aceitável de rejeição em uma linha de produção, neste caso seria 30, e abaixo relacionei um temporizador classificando o tempo de ação, nele você pode identificar que durante o TEMPO 1 o comportamento já é crescente, para isso devemos então agir de maneira preventiva sobre a falha evitando a ocorrência de seus efeitos.
Note que o tempo de resposta na parte 2 já se torna mais crítico, pois o comportamento já está em uma situação quase que definida pelos efeitos, portanto neste momento além de prevenir devemos pensar também na contenção para evitar este crescimento.
Na parte 3 já temos um indicador de desempenho fora da meta estabelecida, o que é crítico e automaticamente esta ferramenta perde a sua função de ferramenta de prevenção e torna-se apenas uma indicador.
Indicador Serrote e sua Tendência
Você já deve ter visto os indicadores que sobem e descem, eles acabam mascarando resultados e não atendem a meta, podemos notar que a tendência dos efeitos permanece, porque as ações não foram conclusivas para eliminar o problema.
Indicador Serrote e sua Tendência
Tome cuidado com as ações que dependem de prazos de resposta, isso acaba sendo o principal responsável pelo efeito serrote e não ajuda em nada nos resultados, então sempre quando pensar em ação sobre desempenho, devemos agir sobre o que de fato queremos como resultado, e não apenas o que esperamos momentaneamente.
Os indicadores com efeito serrote devem estar fora dos objetivos de ação e metas da organização.
Definição de Indicadores e Meta
Não adianta medir o desempenho sem ter a possibilidade de gerar resultados, portanto ao elaborar um indicador de desempenho, devemos ter claro metas como fator de objetividade sobre a necessidade da organização.
Abaixo elaborei através do ciclo PDCA um cronograma para o desenvolvimento de indicadores de desempenho, com a finalidade de padronizar cada etapa.
Ciclo de desempenho
Reuniões periódicas devem ocorrer baseada no foco do desempenho dos resultados e também no planejamento de ações que modifiquem o comportamento de maneira eficaz.
Planejamento de Ações
Note que na imagem acima temos de uma cronograma de ação baseada no indicador,portanto mesmo que o problema persista, devemos manter o estudo da causa e ser ir mais a fundo sobre a mesma.
Diante de uma meta onde o desempenho é importante, o que posso acrescentar é que o resultado esta diretamente ligado ao envolvimento das pessoas e a análise crítica não deve perder o foco.

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Formulários Para Gestão ISO 9001

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Conforme solicitado por e-mail na semana passada por leitores, hoje apresento 5 exemplos modelos de formulários para você aplicar no gerenciamento de atividades relacionadas à norma ISO 9001, todos os modelos estão nos formatos word e excel e disponíveis para Download.
Abaixo relacionei algumas informações sobre o preenchimento de cada formulário solicitado, lembrando que cada um pode ser adequado a sua necessidade.
Matriz para Controle de Documentos
Função: Controle de distribuição de documentos.
Formato de coleta: Este modelo de lista mestra assegura a distribuição e controle de atualização dos documentos e registros.
Objetivo: Controle de distribuição de documentos.
Formato de coleta: Este modelo de lista mestra assegura a distribuição e controle de atualização dos documentos e registros.
Matriz para Controle de Documentos
Informações sobre o formulário
  • Código do documento a ser registrado;
  • Nome do documento;
  • Qual o n° referente a revisão do documento, exemplo: 1,2,3,4,5,6;
  • Data da última revisão;
  • Quem é o responsável pela edição e revisão do documento;
  • Quais são os setores da empresa que utilizam o documento controlado;
Solicitação de alteração de documentos
Objetivo: Registrar a solicitação de um documento ou registro.
Formato de coleta: O solicitante deverá entregar ao responsável pela edição de documentos quando identificar necessidades de atualização.
Solicitação de alteração de documentos
Informações sobre o formulário
  1. Nome do solicitante da alteração;
  2. Setor do solicitante;
  3. Nome do documento ou registro;
  4. Data de solicitação;
  5. Visto do solicitante;
  6. Código do documento ou registro;
  7. Descrição das alterações solicitadas;
  8. Nome e data do responsável pela edição;
  9. Nome e data do responsável pela revisão;
  10. Nome e data do responsável pela aprovação.
Descrição de cargo
Objetivo: A empresa deverá ter armazenado a descrição de cargo para cada função, objetivando definir o nível de competência.
Formato de coleta: Definir descrição conforme política de cargos da empresa.
Descrição de cargo
Informações sobre o formulário:
  • Titulo do documento;
  • Data de elaboração;
  • Nome da descrição de cargo, exemplo: Auxiliar de produção;
  • Código da descrição ou cargo;
  • Cargo de Chefia imediata referente a descrição de cargo;
  • Setor referente a descrição de cargo;
  • Descrição detalhada sobre atividades;
  • Responsabilidade da descrição;
  • Formação necessária para ocupar cargo;
  • Experiência mínima aceitável;
  • Conhecimentos necessários;
  • Habilidade fundamentais, exemplos: Digitação;
  • Responsável pelo setor;
  • Diretoria da empresa.
Plano de melhoria
Objetivo: Definição de um cronograma de atividades para um plano de melhoria.
Formato de coleta: Preencher durante reunião para definição de ações.
Plano de melhoria
Informações sobre o formulário:
  1. N° documento;
  2. Data de reunião;
  3. Responsável pelas atividades do grupo participante;
  4. Descrição do problema, indicando sua necessidade de melhoria;
  5. Resultado esperado para o plano de ação;
  6. Definir etapas de ações, exemplos: 1,2,3,4,5;
  7. Nome do responsável;
  8. Prazo da ação;
  9. Investimento envolvido;
  10. Status da ação, exemplo: Não realizado, Realizado.
Cronograma de auditoria interna
Objetivo: Registrar as atividades relacionadas a auditoria interna.
Formato de coleta: Preencher ao inicio de cada ano, prospectando as auditorias de maneira organizada.
Cronograma de auditoria interna
Informações sobre o formulário:
  1. Período que deverá ser realizado a auditoria;
  2. Item da norma a ser auditada;
  3. Visto diretoria;
  4. Visto representante da direção;
  5. Data de preenchimento.
Para baixar os 5 formulários clique aqui.

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Elaborando uma Instrução de Trabalho

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Uma instrução de trabalho é o documento utilizado para a descrição de funcionamento das atividades de um determinado processo, ou seja, todos os participantes do mesmo serão orientados através deste documento de como realizar suas funções e também como agir conforme uma determinada situação ou ocorrência de desvios durante o processo de manufatura.
Você já parou para avaliar como estão sendo elaboradas as suas instruções de trabalho? Será que não falta nenhuma informação para complementar os recursos de instruções para quem vai efetivamente realizar estas atividades?
Além dos recursos comuns na instrução de trabalho de uma determinada atividade, será que podemos complementar com mais informações que podem ser importantes para a prática segura desta atividade?
Então vamos entender o que podemos agregar no detalhamento desta instrução de trabalho.
Objetivos Agregados na Instrução de Trabalho
Atividade
Nesta etapa devemos descrever o que de fato deverá ser realizado pelo funcionário, onde sua atividade terá uma descrição de cada etapa orientada para a execução e conclusão dentro das especificações do produto ou do projeto.
Na Instrução de Trabalho podemos orientar graficamente através de um fluxograma para que a interpretação deste documento seja mais fácil, como normalmente este documento é utilizado para treinamentos, devemos além das informações necessárias aplicar métodos didáticos para que seu conteúdo seja objetivo.
Fluxograma de Processo
Através do fluxograma teremos a capacidade de decisão imediata conforme a indicação do mesmo, portanto durante a sua elaboração devemos buscar todas as informações necessárias para que nada saia errado.
Segurança
A segurança deve ser agregada como fundamental em uma instrução de trabalho, inicialmente são duas perguntas que devemos buscar no processo desta instrução de trabalho.
  • Quais os riscos ocupacionais desta atividade?
  • Quais os EPIS necessários para execução desta atividade?
Após esta pesquisa temos condições de orientar primeiramente na prevenção de acidentes, identificando através de imagens e alertas de riscos, e também fazer o uso de cores no manuseio de equipamentos, onde a prevenção é realizada através da identificação visual, muitos equipamentos já são projetados com esta função, onde seu manuseio é orientado através de cores.
Prevenção através de cores
Dependendo do layout do processo, devemos pensar como seria o comportamento de seus usuários, limitando áreas e informando a todos os limites de cada uma, assim como o manuseio de equipamentos de movimentação.
Informações de Segurança
Locais onde existe uma grande movimentação de cargas, devemos assegurar na instrução de trabalho além dos riscos, um mapa de localização de rotas de fugas, e como agir em caso de acidentes, mencionando sempre o ato da prevenção.
Recursos
Uma instrução de trabalho deve ser capaz, por exemplo de orientar o uso de recursosNECESSÁRIOS, para isso precisamos indicar quais são os equipamentos necessários para a realização desta atividade.
Recursos Necessários
Através da identificação de recursos utilizados podemos orientar o uso correto de instrumentos de medição, conservação dos instrumentos e equipamentos, e juntamente a sua adequada armazenagem.
Outro fator relevante que temos através da identificação de recursos é o uso somente do que se é necessário na posição de trabalho, pois um dos principais registros de acidentes está relacionados ao que não se fazia necessário naquele momento, portanto o ambiente deve estar em condições para execução desta atividade considerando somente os recursos NECESSÁRIOS.
Documentos
Imagine na hora de registrar uma informação onde você está realizando uma determinada atividade, e neste momento você não sabe ao menos como é o preenchimento e qual é o documento correto, então devemos além de uma breve descrição sobre o preenchimento, identificar o formulário para cada registro de informação.
 Documentos e Registros
Matéria-Prima
Embora seja parte de recursos necessários, devemos orientar ao processo em questão quais serão as decisões tomadas em caso de não conformidade ou a matéria-prima adequada para cada etapa, controle de datas de validade, uso adequado conforme atividade, controle de critérios fora do especificado.
Portanto além de identificar quais são, devemos deixar claro onde e como deve ser utilizado, pois além do uso inadequado pode ocorrer a rejeição com matéria prima aprovada por falta de padrões.
Matéria-Prima na Instrução de Trabalho
Veja como podemos agregar valores para melhorar o desempenho dos processos internos, capacitando de maneira prática com informações importantes que temos disponíveis, portanto acabamos não considerando seu real valor para a elaboração de uma instrução de trabalho.
Além de agregar estas informações, podemos também inserir identificações de indicadores de desempenho de processos, onde deixaremos disponíveis a cada período os níveis de rejeição e produção, buscando manter o processo capacitado na identificação de todo o seu comportamento, seja ele positivo ou negativo no que se diz respeito a produtividade.
Indicadores de Desempenho
Outro fator importante para a elaboração de uma instrução de trabalho é a auditoria prévia no processo, utilizando-se desta prática para atualização desta instrução, pois em muitos casos podemos esquecer uma etapa agregada ao processo, e mesmo sendo terceira, ela em algum momento deverá estar sendo considerada como entrada no fluxo desta atividade, portanto o espelho do processo é a instrução de trabalho que além de orientar deve assegurar sua eficiência.
E lembre-se da avaliação do texto apresentado, lembre-se que outras pessoas estarão utilizando esta instrução como recurso de treinamento, em caso de uso de termos técnicos, além da aplicação do treinamento, mantenha uma tabela de orientação sobre o significado de cada um.
Esta instrução de trabalho deixa de ser convencional e passa a ser didática com o uso dos recursos apresentados, a formação interna será mais fácil e com certeza mais segura, então agora mãos a obras e sucessos.

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Qualidade: G.U.T Priorizando Ações

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A ferramenta G.U.T tem como função priorizar ações ou atividades a serem realizadas durante o processo de melhoria, selecionando variáveis de um projeto.
G.U.T (Gravidade, Urgência e Tendência) é umas das ferramentas que podemos aplicar a qualquer momento de forma direta nas ações de grupos internos da Qualidade, aplicando seu uso simples através da avaliação de 3 fatores.
Primeiramente devemos relacionar os itens que serão priorizados em uma tabela, considerando os fatores Gravidade, Urgência e Tendência.
MODELO DE TABELA GUT
Grau de Gravidade
A Gravidade representa o dano ou prejuízo que a situação acarreta. Portanto devemos considerar 5 níveis de avaliação.
Nível de Gravidade
Grau de urgência
A urgência representa o tempo de que se dispõe para resolver a questão e responde por duas categorias de tempo: Quantidade e Qualidade.
  • Quantidade é a disponibilidade do tempo relacionado ao prazo.
  • Qualidade é a disponibilidade do tempo relacionada à oportunidade do momento.
Portanto devemos seguir o mesmo conceito de avaliação do item anterior e aplicar o método de avaliação sobre 5 níveis.
Nível de Urgência
Grau de Tendência
A tendência representa o que poderá acontecer se nada for feito a respeito, neste caso responde pelos aspectos ou fatores mais desvantajosos da situação, seguindo também sua avaliação através de 5 níveis.
Nível de Tendência
Após entendermos o nível de cada fator a ser avaliado, vamos aplicar o uso da tabela para registrar os resultados, lembrando que esta mesma avaliação deverá estar assegurada por evidências.
Então no exemplo abaixo aplicamos para o problema 1 Gravidade = 5 , Urgência = 5 eTendência = 5 que totaliza 125, pois neste devemos multiplicar cada fator resultante conforme o exemplo, neste caso então temos a prioridade mais critica sobre o problema 1 que requer uma atenção mais urgente devido ao seu nível de Gravidade e sua tendência.
Tabela de Priorização
Portanto o G.U.T torna-se uma ferramenta estratégica para priorização de ações com objetivo de solucionar problemas nas organizações e projetos, lembro que a equipe envolvida deve estar capacitada  para compreender sua importância diante da avaliação no andamento deste projeto de melhoria, para que o resultado final seja garantido.
Então esta é mais uma maneira que podemos agregar na solução e melhoria sem perda de tempo e ao mesmo tempo cito que muitas empresas utilizam da mesma prática do G.U.T através de outras ferramentas administrativas, porém neste caso temos uma sistemática diferenciada que estarei falando em outro momento.

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Realizando Auditorias Internas

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Hoje vamos falar sobre o processo de auditoria interna em uma empresa, lembro que quando falo de auditoria, não estou relacionando o tema apenas para Qualidade e ISO 9001, e sim áreas de segurança do trabalho, fiscais e demais relacionadas ao escopo da empresa que participam efetivamente desta atividade.
Primeiramente o processo de auditoria é a atividade responsável pela verificação da situação conforme procedimentos, normas e ou instruções com foco de avaliar sua real situação de acordo com o planejado, averiguando todos os itens especificados desta empresa, setor e ou atividade.
Planejamento
Primeiramente para realização de uma auditoria devemos realizar um planejamento objetivo para que atenda alguns critérios fundamentais tais como.
  • Nível de avaliação;
  • Tempo de auditoria;
  • Conclusões;
Auditoria não pode ocorrer por mania ou pressão, e sim deve estar baseada em um cronograma que visa atender um processo de Gestão, e não apenas uma necessidade ocasional.
Lembre-se de que o planejamento de auditoria deverá estar baseado nos objetivos de atendimento aos procedimentos, normas e instruções ao qual o mesmo se refere.
Calendário de Auditoria Interna
Comportamento Ético
A responsabilidade de realizar uma auditoria deverá estar relacionada aos bons costumes profissionais, portanto o profissional de auditoria não deve misturar relacionamentos e sim, o profissional de auditoria deverá ter uma conduta imparcial à situação ao qual o mesmo está averiguando.
A imparcialidade deve atender os objetivos do cronograma de auditoria e não resumir uma necessidade básica de CORREÇÃO, para tanto este mesmo profissional deverá estar Qualificado no tema em questão, para que a sua participação não comprometa os resultados desta atividade.
Outro fator importante é que o profissional de auditoria não é delegado de investigação com uma lupa, e sim, o mesmo deve atender os requisitos dos documentos ao qual segue como padrão e a sua avaliação deve estar seguramente baseada neste documento e não na opinião pessoal.
Independência de Auditoria
O profissional de auditoria não poderá em momento algum ser, por exemplo, subordinado de um setor que o mesmo realiza auditoria, o mesmo deverá ter liberdade para execução desta atividade, onde sua participação seja vista como importante e não apenas como um suporte.
Um dos problemas para o processo de auditoria é a relevância sobre sua atividade, muitos profissionais são impedidos de realizar a auditoria como deveria, baseado nas imposições, ou seja, devido ao seu cargo hierárquico ou por definições superiores, e pelo contrário do que pensam, o auditor é responsável pela melhoria de desempenho do setor,empresa ou atividade auditada.
Evidências
O processo de auditoria deve estar assegurada por evidências, sejam elas documentais, amostras, imagens e vídeos, para isso este critério deve ser considerado durante o planejamento da auditoria.
Em caso de processos de auditoria financeira uma das evidências que temos é a Gestão de indicadores, onde o desempenho deve estar baseado em um fluxo, para isso então devemos ser claros no que diz respeito a evidências deste indicador.
CHECK LIST DE AUDITORIA INTERNA
Na Qualidade, podemos utilizar amostras no caso de auditorias de produtos, onde o objetivo é a verificação da Qualidade final, ou se o processo de auditoria acontecer com objetivo no processo de fabricação temos evidências através do que segue os procedimentos e norma que define esta atividade.
Na auditoria Ambiental o formato de comprovação é a imagem, ao qual utiliza-se para evidenciar uma situação incorreta.
No processo de auditoria não pode apenas buscar o que não atende o especificado, e sim identificar oportunidades de melhoria. Por exemplo, na área financeira podemos indicar ações de investimentos ou de economia, já no caso da Qualidade podemos mencionar que o processo averiguado poderá receber uma melhoria baseada em uma ação relevante para os seus resultados, não valendo neste caso como um ponto negativo.
Quando menciono ponto negativo é porque durante a auditoria este profissional deverá classificar a situação através de notas ou observações gerais, para conseguir mensurar o Grau desta avaliação e da ocorrência detectada.
Portanto o processo de auditoria é realizado freqüentemente conforme o cronograma de cada empresa e o seu planejamento, para tanto devemos estar atento a cada necessidade em particular.
A Auditoria deve ser divulgada?
Sim, devemos entender que a auditoria vem como uma garantia de suas atividades, e claro, as evidências não podem em muitos casos ser ocultadas, pelo contrário, um processo rastreado por indicadores de desempenho com certeza é um espelho para todos os participantes, é só olhar para entender o porque da situação desta necessidade.
Este processo de aviso pode ocorrer por e-mail, calendários, avisos em murais e outros formatos aplicados na empresa.
COMUNICAÇÃO DE AUDITORIA INTERNA
Auditorias devem ocorrer sem divulgação?
Depende da situação, se for uma auditoria imposta por necessidade extrema, é porque de fato um sério problema ocorre, então se faz necessário, mas claro, atendendo os objetivos padrões, mas não vejo nenhum problema com esta prática, pelo contrário, prova que a investigação não anunciada vem para agregar segurança e garantir o objetivo.
O processo de auditoria deve ser classificado como IMPORTANTE para o sucesso de uma organização, e ser encarado como uma atividade necessária, independente do auditor e do auditado, onde o que deve ser considerado é o resultado desta mesma organização.
Devemos considerar dois fatores importantes para a realização desta atividade, e estes mesmos devem estar muito claros para ambos os lados.
TRANSPARÊNCIA X RESULTADOS

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ISO 9001 e o Envolvimento da Empresa

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Quando o envolvimento com a norma ISO 9001 se torna uma dor de cabeça de fato fica a pergunta, entendemos os objetivos da mesma? ou ficamos envolvidos sem entender os requisitos? seria perda tempo não é?
Seria como investir em algo sem esperar retorno do mesmo, ou seja, comprar por comprar, este artigo para muitos poderá parecer um pouco irrelevante ou até mesmo uma crítica, a ideia é esta mesma, elevar algumas dúvidas sobre esta a real funcionalidade desta norma.
Sempre relato que a norma ISO 9001 embora já bastante evoluída no Brasil, ainda existe empresas com dificuldades de interpretar a sua função e também evoluir junto a sua implementação.
A norma ISO 9001 veio com certeza para ajudar as empresas de todos os portes e setores, e claro tornou a área da Qualidade um tanto quanto necessária em empresas que pensavam neste setor como um custo agregado, pois a norma ISO 9001 veio como uma garantia sobre este setor e para certificar que esta mesma empresa tem um sistema de Gestão da Qualidade dentro dos requisitos desta mesma norma.
Mas a pergunta que me foi feita estes dias é, minha empresa busca a certificação ISO 9001 e ao mesmo tempo impede que muitas ações de implementação sejam realizadas para esta mesma certificação.
Automaticamente penso, esta empresa está tendo suporte o necessário para ampliar sua visão com relação a esta necessidade? a mesma empresa entende que ao ser certificada a mesma pode atribuir inumeras melhorias em seus processos internos e refletir esta mesma ação em ganhos para seus resultados de desempenho?
Bom, infelizmente muitos enxergam o processo de Gestão como burocrático, e é, mas desde que tenhamos uma Gestão voltada para o atendimento desta norma somada a busca pela melhoria dos processos internos, claramente iremos refletir as ações no cliente final e com certeza os ganhos serão garantidos através do resultados diversos.
O RD é o representante da direção responsável pela Gestão diante das melhores práticas conforme a norma ISO 9001 e também pela participação de todas as atividades atreladas por um orgão certificador, mas em muitos casos este mesmo personagem fica impedido de exercer suas atividades conforme a mesma norma e também o conhecido acúmulo de funções, o que acaba gerando um grande problema chamado TEMPO DE RESPOSTAS.
Abaixo usei o Diagrama de Ishikawa para relacionar fatores que contribuem para o sucesso desta certificação.
Fatores importantes para o Sucesso na certificação ISO 9001
 Comprometimento
Não existe sucesso sem o envolvimento e comprometimento de todos, não será o RD o responsável pelo sucesso da certificação, e sim a participação do chão de fábrica até a alta direção, mas isso deve estar bem claro durante este processo de implementação.
 Responsabilidade
Como no item anterior todos devemos ter claro as responsabilidades de cada um com o desempenho desta certificação, e ao mesmo tempo devemos excluir de nossa visão o item individualidade, pois a participação independe do cargo.
 Planejamento
O tempo passa e o prazo de certificação vem ai, então planejar cada ação é indispensável para qualquer empresa, seja para esta meta ou até mesmo para qualquer ação necessária para o sucesso de desempenho da empresa, devemos tomar cuidado com o DEIXA PARA DEPOIS,pois o tempo passa e o cronograma por exemplo da certificação deve ser atendido conforme planejado.
 Qualificação
Não basta apenas vontade, e sim devemos esta ciente de que a Qualificação é com certeza muito importante para qualquer ação a ser tomada no sentido de melhorar o desempenho, então planejar a Qualificação interna e sintonizar o necessidade com a ação.
 Organização
Esta com certeza acaba tendo inumeras dificuldades, pois sem uma Gestão inteligente não existem resultados, organização depende da estrutura e do espaço que cada profissional, cuidado, não queira fazer tudo ao mesmo tempo e ser o responsável por uma certificação, devemos pensar em grupo e sermos organizados com relação a prazos, ações e avaliações para isso é necessário aplicar o PDCA na nossa organização, no sentido de que o tempo de resposta depende exatamente da organização.
 Investimento
Pois é,não adiante tentar fugir, o investimento é necessário durante o processo de implementação e após ele também, então devemos pensar nos resultados positivos, seja no treinamento, Gestão e claro, em consultorias especializadas que contribuem para que o passo a passo seja cumprido de forma eficaz.
Abaixo relacionei o plano de implementação da norma ISO 9001 através do PDCA.
PDCA em busca da ISO 9001
Eu mesmo trabalhando alguns anos como Coordenador da Qualidade, estive a frente de duas certificações ao mesmo tempo, ou seja, neste grupo empresarial existiam 2 empresas no mesmo local, uma prestadora de serviço e outra fabricante de produtos, então temos 2 escopos de certificação diferentes, processos diferentes, procedimentos diferentes,registros diferentes e até mesmos pessoas envolvidas com diferentes pensamentos.
O que de fato quero mencionar neste artigo, que a evolução da ISO 9001 não está apenas na busca por uma certificação, e sim no desenvolvimento e transformação de uma ambiente qualificado e motivado por esta busca, que deve ser refletido na própria Política da Qualidade desta empresa e diretamente ligado a cultura de uma empresa madura.
Exatamente neste contexto que a ISO 9001 deve se avaliada, a diretoria deve encarar a ISO 9001 com um ganho para suas atividades com relação ao seu futuro no mercado.
Imagine uma empresa sem a definição de procedimentos, sem o real entendimento de suas não conformidades, seria um caos e ao mesmo tempo seu custo de não Qualidade seriam maior e oculto, do que uma empresa com procedimentos e análise criticas sobre suas ações, e ainda, consegue mensurar o custo da não Qualidade e agir sobre o mesmo.
O processo de certificação ISO 9001 deve partir da participação efetiva da alta direção, e não apenas ser um setor que administra papelada e trabalha sobre o efeito PRESSÃO.
Já participei de empresas onde a visão da ISO 9001 era de crescimento, mesmo sendo uma certificação que muitos ignoram como desnecessária, a sua real aplicação acaba gerando ótimos resultados sob este mesmo personagem que a interpela.
O mais interessante que encontro é empresas em busca por um SELO DE CERTIFICAÇÃO, já encontrei empresas que mesmo ao ser certificada imaginava estar sendo reconhecida peloINMETRO e isso de fato me deixava um tanto quanto preocupado, pois a sua capacidade de interpretar esta norma, deveria estar já amadurecida o suficente para entender a mesma.
Lembrando que o Inmetro ( Instituto Nacional de Metrologia e Tecnologia) responsável pela normalização e certificação de produtos
Lembrando que o Inmetro (Instituto Nacional de Metrologia e Tecnologia) tem como missão, prover confiança à sociedade brasileira nas medições e nos produtos, através da metrologia e da avaliação da conformidade, promovendo a harmonização das relações de consumo, a inovação e a competitividade do País.
Retornando ao item anterior, uma certificação ISO 9001 é claramente como já disse, é uma certificação sobre um Sistema de Gestão da Qualidade que de fato atende todos os requisitos desta norma com excelência, e não uma certificação de produto ou até mesmo diretamente a empresa e sim a empresa conta com um Sistema de Gestão da Qualidade eficiente e padronizado.
Bom, resumindo meu pensamento é, ISO 9001 não é sinonimo de Qualidade e sim, é a representação do reconhecimento de um sistema que busca constantemente o melhor desempenho de seus objetivos.
Uma ótima ferramenta é o cronograma de projeto, onde podemos realizar a definição de cada etapa e seu andamento, lembrando que esta ferramenta deve estar adequada ao planejamento do projeto de cada empresa, modificando assim prazos e etapas.
Cronograma de projetos
Espero que este artigo tenha respondido algumas perguntas que recebi por e-mail esta semana, e claro, este tema vai muito além do que penso, ainda mais se levar o mesmo para uma mesa redonda.
Mas volto a mencionar que a raiz do sucesso desta certificação esta no entendimento da alta direção destas empresas e no comprometimento e a participação de todos.

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Folhas de Verificação: Ferramenta Para Coleta e Análise de Dados

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A folha de verificação é o meio mais utilizado para coleta de dados, onde você pode determinar diferentes formatos de coleta.
Com a sua aplicação você realiza coleta de dados necessários para análise e posterior tomada de ação conforme necessidade, ou até mesmo podemos utilizar esta ferramenta para simples análise de um comportamento e suas variabilidades. 
Para a folha abaixo conseguimos identificar em qual lote houve registro de algum comportamento controlado através de uma tebla formatada para um especifica necessidade.
IDENTIFICAÇÃO POR LOTE
Modelo Folha de verificação
Neste outro modelo identificamos a quantidade de cada característica encontrado em cada lote, facilitando o controle e a rastreabilidade deste comportamento.
QUANTIFICAÇÃO POR LOTE
Modelo Folha de verificação
O ideal é você avaliar a real necessidade destas folhas para melhor controle e adequação, garantindo uma Gestão objetiva, sem criar modelos sem uma função adequada.
 Para este modelo abaixo de folha de verificação utilizei a classificação através de dois critérios, onde podemos controlar um processo de forma simples porém constante através de padronização.
Neste modelo podemos identificar o status de cada lote, quantificando sua aprovação ou rejeição, note que através de uma tabela simples, criamos 3 fatores importantes.
  1. Registro de  total de peças produzido;
  2. Registro de  total de peças aprovado;
  3. Registro de total de peças rejeitadas.
REGISTROS DE STATUS
Modelo Folha de verificação
Utilizar estas folhas de verificação criadas através de planilhas auxilia na avaliação e no controle de comportamentos de cada processo controlado.
Dica: Não existe um padrão de folhas de verificação, e sim uma necessidade de controle onde a mesma é utilizada. Você deve utilizar sua criatividade na elaboração destes registros e claro não se esqueça de armazenar estes com o controle de registros, pois o que gera de fato a rastreabilidade é a possibilidade de controlar estes dados dentro de um período.

Conheça o E-book As 7 Ferramentas da Qualidade que aborda este tema, ainda conta com apresentação das ferramentas diagrama de causa e efeito, Histogramas, Folhas de verificação, Gráficos de dispersão, Fluxogramas, Cartas de controle e cada tema acompanha planilhas prontas para aplicação. Clique e saiba mais

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Cartas de Controle, 2 limites e um objetivo

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As cartas de controle são utilizadas para acompanhamento de processos, podendo através desta ferramenta obter a variação de um processo.
Neste modelo usei o método de limite inferior(LIC) e o limite superior (LSC), devemos ter cuidado ao realizar sua formatação, pois a mesma deve estar de fácil interpretação para o preenchimento na hora da coleta de dados, recomenda-se em geral de 100 a 125 amostras divididas em subgrupos.
Devemos cuidar muito do preparo de sua utilização, pois todos devem entender os sinais que a carta de controle fornece.
O processo é bastante simples, para isso elaborei um passo a passo.
1- Determina o que será controlado através de uma coleta de dados;
2- Definir o tamanho desta amostragem para coleta;
3- Definir limite inferior chamado de LIC ou seja limite inferior de controle;
4- Definir limite superior chamado de LSC ou seja limite superior de controle;
5- Criar a carta de controle conforme os itens 1,2,3,4;
6- Analisar os dados registrados na carta de controle.
O processo é bastante simples, para isso elaborei um passo a passo
  1. Determina o que será controlado através de uma coleta de dados;
  2. Definir o tamanho desta amostragem para coleta;
  3. Definir limite inferior chamado de LIC ou seja limite inferior de controle;
  4. Definir limite superior chamado de LSC ou seja limite superior de controle;
  5. Criar a carta de controle conforme os itens 1,2,3,4;
  6. Analisar os dados registrados na carta de controle.
Critérios de avaliação e coleta
  • Determinei que a minha carta de controle tenha a função de registrar o diâmetro das peças, onde irei registrar a cada hora uma peça por vez, para isso usarei um paquímetro para medir o diâmetro e registrar o resultado da medição.
  • Uma peça por hora.
  • Meu LIC (Limite inferior de controle) será diâmetro 6
  • Meu LSC (Limite superior de controle) será diâmetro de 14.
Dica: A carta deve estar sendo utilizada na origem da coleta de dados, para isso fixar esta carta de controle em painéis adequados, auxilia na aplicação desta ferramenta.
Abaixo segue a carta de controle que elaborei e apliquei em meu processo.
Modelo Carta de Controle
Vamos entender cada campo agora:
  • A- Determinei o que seria controlado em um eixo que inicia-se em 1 e de termina em 20, ou seja, começa com o diâmetro mínimo de 1 e termina com o diâmetro máximo da peça em 20.
  • B- Criei uma linha com o número ordenado de cada amostra, totalizando 20 peças, sendo uma peça por hora.
  • C- Para padronização, defini os horários e mantive a frequência desta coleta de dados.
  • D- Registrei o valor de cada coleta de dados.
  • E- Você pode notar que houve uma cota fora de meu limite superior de controle, para isso devemos agir corretivamente, verificando o motivo. Seria a calibração do instrumento utilizado? Ou quem sabe o operador não mediu corretamente, enfim, a ação deve estar relacionada a prevenção, portanto nesta carta podemos notar que este comportamento iria acontecer, se verificarmos do n° de amostra 12 ao 15 conseguimos identificar uma tendência, e após do n° de amostra 17 ao 20 um resultado decrescente, o que foi feito, ação?
  • F- LSC ,meu limite de controle superior.
  • G- Meu limite inferior de controle, LIC.
Dica: A média destas medidas ficou em 10,65, isso seria aceitável? Dentro dos meus limites sim, mas será que para a Qualidade final deste produto seria o correto? Iniciamos então o trabalho em busca pela melhoria continua baseada na informação deste processo.
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